Grande Hotel do Porto
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Portugal, Porto, Porto, União das freguesias de Cedofeita, Santo Ildefonso, Sé, Miragaia, São Nicolau e Vitória |
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Hotel construído no final do séc. 19, por iniciativa privada, e remodelado em 1917, conciliando linguagem eclética, com vários estilos em voga na época, com motivos arte nova, por onde passaram figuras notáveis do país. Apresenta planta retangular e fachadas evoluindo em três pisos e mansarda, construída em 1917, com várias trapeiras e, ao centro da fachada principal, corpo torreado, onde existia ainda um terraço panorâmico, com esplanada, onde era servido o "chá das cinco". A fachada principal possui linguagem clássica, com o piso térreo, atualmente dedicado ao comércio, revestido a cantaria, em silharia fendida, e os superiores a placas cerâmicas, com cunhais de pilastras sobrepostas e remate em friso, ritmado por argolas de ferro, cornija e platibanda plena, coroada por urnas. É rasgada por sete eixos de vãos, num ritmo apertado, os do primeiro piso de arco abatido, de chave saliente, e os superiores de verga reta, correspondendo a janelas de sacada, corrida, no segundo, e de varandim, no terceiro, com guardas em arte nova, tal como a pala sobre a porta central. No eixo central, verticalizante, as janelas são de sacada e enquadradas por pilastras. No interior, de caráter luxuoso, destaca-se a escada, com guarda em ferro forjado arte nova, iluminada por claraboia de vidros policromos, o antigo salão de baile, atual restaurante, com tetos de estuque formando caixotões geométricos, com decoração vegetalista, sala de estar com tetos igualmente de caixotões e colunas policromas. Inicialmente, os quartos tinham água quente e fria e, na fachada posterior, existia um balneário público, que era utilizado pela população. O hotel fornecia ainda o serviço inédito de ir buscar os hóspedes e respetivas bagagens à Estação de São Bento. | |
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Registo visualizado 120 vezes desde 27 Julho de 2011 |
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Edifício e estrutura Edifício Comercial e turístico Unidade hoteleira Hotel
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Descrição
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Acessos
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Rua de Santa Catarina, n.º 191 a 203, Rua de António Pedro, n.º 25 a 45; Rua do Ateneu Comercial do Porto, n.º 5, 4000-450 Porto. WGS84 (graus decimais) lat.: 41,147984, long.: -8,606789 |
Protecção
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Categoria: MIM - Monumento de Interesse Municipal, Edital n.º 618/2022, DR, 2.ª série, n.º 92 de 12 maio 2022 |
Enquadramento
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Urbano, adossado, formando gaveto. Implanta-se na baixa da cidade, em rua sem circulação automóvel. |
Descrição Complementar
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Utilização Inicial
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Comercial: hotel |
Utilização Actual
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Comercial: hotel |
Propriedade
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Afectação
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Época Construção
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Séc. 19 |
Arquitecto / Construtor / Autor
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ARQUITETO: José Geraldo da Silva Sardinha (1880). |
Cronologia
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1867 - regressa ao Porto, Daniel Martins de Moura Guimarães, que partira para o Brasil com 17 anos e onde acabara por viver alguns anos num hotel; detentor de avultada fortuna, decide construir um estabelecimento hoteleiro na cidade; compra uma propriedade na Rua de Santa Catarina e encomenda ao arquiteto José Geraldo da Silva Sardinha o projeto do edifício; 1880, 27 março - inauguração do Grande Hotel do Porto, que então possuía 40 quartos e 5 suites; 1889, dezembro - após a queda da Monarquia no Brasil, aqui viveu D. Pedro II e D. Teresa Cristina, ocupando todo o primeiro piso; 28 dezembro - morre no hotel a imperatriz D. Teresa Cristina; Eça de Queirós aqui ficou hospedado várias vezes; séc. 19, finais - José de Oliveira Bastos, também ele regressado do Brasil, forma sociedade com Daniel Martins de Moura Guimarães; 1917 - José de Oliveira Basto, então único proprietário do hotel, procede à sua remodelação exterior e interior; a nível da cobertura, é construída uma mansarda, com corpo torreado central, na fachada principal, e trapeiras e, no interior, entre outros, colocaram-se colunas no grande vestíbulo de acesso às salas de leitura, de visitas, de escrita, de estar, ao escritório e ao corredor; dezembro - na sequência do golpe de estado de Sidónio Pais, o primeiro ministro republicano Afonso Costa, é detido no hotel; posteriormente, o edifício é vendido a Ângelo Vasquez Enriquez e António Maria Lopes, que procedem à sua remodelação, criando uma nova cozinha na zona existente entre o hotel e a então Camisaria Confiança; 1922 - inauguração do Salão de Inverno, atual bar, iluminada por claraboias; 08 dezembro - realização de jantar de homenagem da cidade do Porto a Gago Coutinho e Sacadura Cabral, pela travessia aérea do Atlântico Sul; 1934, 16 junho - aquando da exposição Colonial Portuguesa, realizada no Porto, parte da comitiva presidencial, fica hospedada no Grande Hotel do Porto, abrindo-se na altura o livro de honra; 1940 - 1960 - António Maria Lopes, então único proprietário, procede a nova reforma no edifício, passando todos os quartos a dispor de casa de banho privativa; 2002 - início das obras de remodelação, respeitando a estrutura e a decoração do edifício, sobretudo das zonas públicas; atualmente, conta com 94 quartos; 2021, 20 julho - publicação da determinação de abertura do procedimento de classificação como Monumento de Interesse Municipal do Grande Hotel do Porto, em Edital (extrato) n.º 827/2021, DR, 2.ª série, n.º 139. |
Dados Técnicos
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Materiais
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Bibliografia
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«Grande Hotel do Porto. (Porto)». In http://monumentosdesaparecidos.blogspot.com/2015/10/grande-hotel-do-porto-porto.html, [consultado em 27 julho 2021]; «Grande Hotel do Porto». In https://restosdecoleccao.blogspot.com/2012/09/grande-hotel-do-porto.html, [consultado em 27 julho 2021]; «Grande Hotel do Porto proposto para monumento de interesse público». In https://www.jn.pt/local/noticias/porto/porto/grande-hotel-do-porto-proposto-para-monumento-de-interesse-municipal-13956004.html, [consultado em 27 julho 2021]. |
Documentação Gráfica
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Documentação Fotográfica
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Documentação Administrativa
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Matriz n.º 13108, Conservatória do Registo Predial do Porto, registo n.º 763 |
Intervenção Realizada
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Observações
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EM ESTUDO |
Autor e Data
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Paula Noé 2021 |
Actualização
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