Desde o século XVI surgem construções na orla costeira de modo a prevenir naufrágios avisando as tripulações da proximidade de terra.
Inicialmente utilizou-se a alvenaria de pedra mas, a partir do início do século XX, começa-se a utilizar frequentemente o betão armado, técnica que permite construir torres mais altas, mais esbeltas, de secção circular, oferecendo uma menor resistência ao vento.
Foram incluídos nesta rota 16 faróis distribuídos por Portugal continental, arquipélagos dos Açores e da Madeira. Nesta tipologia podem-se identificar 3 sub-tipologias:
- Faróis de torre circular – torres geralmente de grande altura, de secção circular, cujo diâmetro vai reduzindo com a altura. Foram incluídas 6 torres com estas características, entre elas a do Farol de Aveiro;
- Faróis de torre circular nervurada – torres circulares que, devido a um reforço estrutural, apresentam nervuras, criando uma malha de reforço pelo exterior, existindo 7 faróis com estas características, entre eles o de Santa Maria, na ilha da Culatra;
- Faróis de torre cilíndrica – são consideradas cilíndricas as torres cujo diâmetro da secção circular se mantém ao longo de toda a extensão da torre. Foram identificados 3 faróis com estas características nesta rota, entre eles o do Bugio.
Estas torres são acompanhadas por um ou mais edifícios, anexos ou adossados, para instalação de parte da maquinaria e para acomodação da guarnição (faroleiros e outros técnicos) de modo a permitir o normal funcionamento e manutenção dos equipamentos.