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Edifício e estrutura Edifício Residencial unifamiliar Casa Chalet
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Descrição
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De planta sensivelmente em L, volumetria escalonada, a cobertura efectuada por telhados diferenciados a 2 águas e piramidais, perfurados por trapeiras e em terraço. Constituído por 2 corpos paralelos de planta sensivelmente rectangular com 3 níveis cada, aos quais adossam no alçado lateral O., corpos de planta poligonal, menores e a diferentes alturas. Totalmente aparelhado em cantaria de face rústica e soco aparelhado em isódomo, exibe cunhais igualmente em cantaria. Panos de muro com pisos separados por friso, e abertura de janelas de diferentes tipologias por face e piso, em ritmo irregular. A cobertura e telhado com lambrequins, é perfurada por trapeiras de diversas secções. No alçado principal a N., observa-se a porta principal, com acesso por lanço recto de escada ascendente com guardas em cantaria; em arco quebrado com arquivoltas, é encimada por emolduramento destacado de secção rectangular a terminar em cogulhos, a sugerir alfiz. É visivel sobre a porta, pedra de armas da família (*2) Sousa e Holstein. |
Acessos
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Alameda Duquesa de Palmela. WGS84 (graus decimais) lat.: 38,701087, long.: -9,413487 |
Protecção
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Categoria: MIP - Monumento de Interesse Público / ZEP, Portaria n.º 740-S /2012, DR, 2.ª série, n.º 248 de 24 dezembro 2012 *1 |
Enquadramento
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Urbano, destacado, isolado por recinto murado e gradeado, em zona ribeirinha, sobre promontório rochoso |
Descrição Complementar
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Utilização Inicial
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Residencial: casa |
Utilização Actual
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Residencial: casa |
Propriedade
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Privada: pessoa singular |
Afectação
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Sem afetação |
Época Construção
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Séc. 19 |
Arquitecto / Construtor / Autor
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ARQUITETOS: José António Gaspar (séc. 19); José Luís Monteiro (1890-1895); Thomas Henry Wyatt (1868). CONSTRUTOR: José Leandro Braga (séc. 19). |
Cronologia
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1868 - arrematação do desactivado Forte de Nossa Senhora da Conceição (v. PT031105030009) pelos 3º duques de Palmela, D. Maria Luísa de Sousa Holstein e António de Sampaio e Pina de Brederode, pela quantia de 2:611$000; visavam a construção de uma residência de veraneio naquele local, contratando para o efeito o arquitecto inglês Thomas Henry Wyatt, mas com a condição de, em caso de necessidade, ser transformado em reduto militar, acompanhando a defesa da linha da costa; a propriedade surgia, ainda, sobre uma mina de carvão, que já for a explorada por ingleses; demolição do Forte; 1870, 16 Abril - o Duque de Palmela pede para encanar a água de Alcabideche para o palácio, com a construção de um aqueduto; 1870-1874 - início da construção da casa por José Leandro Braga e do arquitecto Miguel Evaristo, onde trabalhou António José Dias da Silva; construção de anexos projectados por José António Gaspar; 1873 - as obras já tinham sido iniciadas; séc. 19, década de 80 - intervenção do arquitecto José António Gaspar, na construção de um espaço de culto; 1890-1895 - é pedido a José Luís Monteiro que intervenha na harmonização do espaço de culto com o palácio; 1969 - o palácio é herdado por D. Isabel de Sousa Holstein Beck: 1981, 09 dezembro - proposta de classificação pela CMCascais; 1997, 11 dezembro - proposta de classificação pela Associação Portuguesa das Casas Antigas; 1998, 26 junho - Despacho de abertura do processo de classificação pelo vice-presidente do IPPAR; 2002, 08 agosto - proposta da DRLisboa para classificar o edifício como Imóvel de Interesse Público; 2003, 07 maio - parecer favorável à classificação do Conselho Consultivo do IPPAR; 02 junho - Despacho de homologação de classificação como Imóvel de Interesse Público, pelo Ministro da Cultura; 2011, 12 julho - proposta da DRCLVTejo para fixação de uma Zona Especial de Proteção conjunta do Chalet Faial, do Palácio Palmela e do Forte de Nossa Senhora da Conceição; 10 outubro - parecer favorável do Conselho Nacional de Cultura, a concordar com a delimitação e a propor a fixação de três Zonas Especiais de Proteção idênticas e coincidentes; 2012, 28 março - Anúncio da proposta de fixação da Zona Especial de Proteção do edifício n.º 682/2012, DR, 2.ª série, n.º 63. |
Dados Técnicos
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Estrutura autoportante |
Materiais
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Alvenaria mista e de tijolo, pedra rústica, reboco pintado, cantaria de calcário, madeira |
Bibliografia
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BARRUNCHO, Pedro Lourenço de Seixas Borges, História de Cascais e do Seu Concelho, Lisboa, 1873; ENCARNAÇÃO; José de, Cascais e os seus cantinhos, Lisboa / Cascais, Edições Colibri / Câmara Municipal de Cascais, 2002; Exposição Patrimónios de Cascais, Cascais, Câmara Municipal de Cascais, 2003; HENRIQUES, João Miguel, História da Freguesia de Cascais: 1870-1908 (uma proposta de estudo), Lisboa / Cascais, Edições Colibri / Câmara Municipal de Cascais, 2004; PEDREIRINHO, José Manuel, Dicionário de arquitectos activos em Portugal do Séc. I à actualidade, Porto, Edições Afrontamento, 1994; QUINTÃO, José C. Vasconcelos, A Cascais para nunca mais...?, in Monumentos, n.º 31, Lisboa, Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana, 2011, pp. 6-23; SILVA, Raquel Henriques da, Cascais, Lisboa, 1988; SILVA, Raquel Henriques da, Arquitectura de veraneio: alguns tópicos sobre o que é e algumas pistas para o que falta saber, in Monumentos, n.º 31, Lisboa, Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana, 2011, pp. 84-91; SOUSA, Maria José Pinto Barreira Rego, Cascais 1900, Lisboa, Medialivros, 2003; VITERBO, Sousa, Diccionario Historico e Documental dos Architectos, Engenheiros e Construtores Portuguezes ou a serviço de Portugal, Lisboa, Imprensa Nacional, 1904, vol. III. |
Documentação Gráfica
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Documentação Fotográfica
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IHRU: DGEMN/DSID |
Documentação Administrativa
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Intervenção Realizada
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Observações
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*1 - Classificação conjunta do Chalet Faial (incluindo toda a área de terraço e muros) (v. PT031105030141), Palácio Palmela (v. PT031105030064) e fixa uma Zona Especial de Proteção conjunta que abrange o Forte de Nossa Senhora da Conceição (v. PT031105030009). *2 - cuja leitura heráldica é a seguinte: esquartelado, 1º e 4º de prata com 5 escudetes de azul postos em cruz, cada escudete carregado de 5 besantes do 1º esmalte postos em sautor, bordatura de verelho carregada de 7 castelos de ouro; o 2º e o 3º de vermelho com uma caderna de crescentes de prata; timbre: coroa de duque. |
Autor e Data
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Teresa Vale, Carlos Gomes e Maria Ferreira 1996 |
Actualização
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