Marcos Miliários em Reigoso na Via de Braga a Chaves (série Capela)
| IPA.00005728 |
Portugal, Vila Real, Montalegre, Reigoso |
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Marcos miliários romanos, monolíticos cilíndricos, epigrafados, da via XVII do Itenerário Antonino, que ligava Bracara Augusta, a cidade mais importante do Conventus Bracaraugustanos, a Aquae Flaviae. O marco miliário dedicado a Tibério que desapareceu, tinha, segundo Martins Capela, a inscrição iniciada com a "IMP", forma desusada nos títulos de Tibério, mas não constituindo exemplo único; o mesmo autor considera o outro marco dedicado a Tibério como uma substituição, dado o seu aspecto muito novo, as letras terem um gravação muito profunda e nítida e desenho moderno nos "CC", de curvatura geométrica, e nos "TT". | |
Número IPA Antigo: PT011706030001 |
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Registo visualizado 1851 vezes desde 27 Julho de 2011 |
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Conjunto arquitetónico Estrutura Transportes Marco Marco miliário
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Descrição
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Miliário de Tibério (aparecido junto a Antigo de Arcos, Cervos): monólito cilíndrico, epigrafado, com 1.13 m. de altura, referindo a milha 59 desde Bracara Augusta; miliário de Cláudio (aparecido em Sanguinhedo, Venda Nova): monólito cilíndrico, com cerca de dois metros de altura, epigrafado, referindo a milha 35 desde Bracara Augusta; outro miliário dedicado a Cláudio (aparecido junto a Arcos, Cervos): monólito cilíndrico, com 1.64 de altura, epigrafado, com a extremidades direita das linhas gasta, referindo a milha 50 desde Bracara Augusta; miliário de Trajano: monólito cilíndrico, apresentando uma fractura na sua parte superior, epigrafado, referindo a milha 42 desde Aquae Flaviae. |
Acessos
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Chaves, Museu da Região Flaviense |
Protecção
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Categoria: MN - Monumento Nacional, Decreto de 16-06-1910, DG n.º 136 de 23 junho 1910 |
Enquadramento
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Urbano. Os miliários conservados encontram-se depositados no Museu da Região Flaviense. |
Descrição Complementar
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INSCRIÇÕES: Marcos miliários dedicados a Tibério ( o desaparecido ): "IMP / : : : : : : : : / : : F . DIVI . IVLI . NE:: / : : COS . V . TRI . POT / BRAC . AVG / : : : : : : : "; o de Cervos: "TI . CAESAR . DIVI . AVG . F / DIVI . IVLI . NEP . AVG . PONT / MAX . IMP . VIII . COS . V / / TRIB . POT . XXXIIII . / BRAC . AVG . LIX .". Marcos dedicados a Cláudio ( o aparecido em Sanguinhedo ): "T : CLAVDIVS . CAESAR / AVG . GERMANICVS / PONT . MAX . IMP . V . COS . I : : / : : : : : OT . III . P . P . BRAC / AVG . XXXV"; o aparecido em Arcos, Cervos: "TI . CLAVDIVS . : : : / SAR . AVG . G : : : : / NICVS . PON : : : : / IMP. V . COS : : : : : : : / POT . III . P . : : : : : / AVG : : : : : ". Marco de Trajano: "IMP . CAESARI / DIVI . NERVAE . F / TRAIANO . AVG / GER . DACICO / PONT . MAX / TRIB . POT . VII / IMP . IV . cos . v / AQVIS . FLAVIIS / M . P . XLII". |
Utilização Inicial
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Transportes: marco miliário |
Utilização Actual
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Cultural e recreativa: marco histórico-cultural |
Propriedade
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Pública: municipal |
Afectação
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Época Construção
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Séc. 01 / 02 |
Arquitecto / Construtor / Autor
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Desconhecido. |
Cronologia
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Séc. 01 a.C. - 01 - construção da via militar de Bracara Augusta para Aquae Flaviae, no tempo do Imperador Augusto (23 a.C. - 15 d.C.); 31 - 32 d.C. - data dos miliários dedicados a Tibério; 43 d.C. / 44 d.C. - data do marco dedicado a Cláudio; séc. 19, finais - segundo Martins Capela, existiam dois marcos, dedicados a Tibério, um no Lugar da Venda dos Padrões, utilizado como suporte de uma varanda, com a inscrição voltada para o solo, e um outro no Lugar de Antigo de Arcos, servindo de pilar no topo de uma escada do lavrador Liberal; os marcos de Cláudio serviam de suporte a uma varanda na casa de um lavrador, o de Cervos chamado Santos, o mesmo acontecendo com o miliário dedicado a Trajano. |
Dados Técnicos
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Sistema estrutural elementar. |
Materiais
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Estrutura de granito. |
Bibliografia
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ARGOTE, D. Jerónimo Contador de, Memórias para a História Eclesiástica do Arcebispado de Braga, Primaz das Hespanhas, tomo II, Lisboa, 1734, p. 602 e 940; BARRADAS, A. Lereno, Vias romanas das regiões de Chaves e Bragança, Revista de Guimarães, Guimarães, 1956, A-18, A-20, A-21, B-6, B-7; CAPELLA, Martins, Milliarios do Conventus Bracaraugustanus em Portugal, Porto, 1895, p. 90 - 92, 98 - 100, 117 - 118; CARDOZO, Mário, Algumas inscrições lusitano-romanas da região de Chaves, Chaves, 1943, p. 31 - 32, 56, 67; HUBNER, Emil, Corpus Inscriptionum Latinarum, vol. II, Berlin, 1869, nº 4770, 4771, 4778 e 4782; RODRÍGUEZ COLMENERO, António, Aquae Flaviae. I Fontes Epigráficas, Chaves, 1987, p. 393, nº 283b; 394 - 395, nº 284; 397, nº 286; 398 - 399, nº 287; 402 - 403, nº 290; TRANOY, Alain, La Galice Romaine. Recherches sur le nord-ouest de la péninsule ibérique dans l'Antiquité, Paris, 1981, p. 208; http://www.patrimoniocultural.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/70426 [consultado em 11 janeiro 2017]. |
Documentação Gráfica
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Documentação Fotográfica
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IHRU: DGEMN/DSID |
Documentação Administrativa
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Intervenção Realizada
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Observações
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Bracara Augusta, sede de um dos Conventus Juridici da província Terraconense, transformou-se num dos principais nós viários da parte ocidental da Hispânia. Desta cidade partiam umas seis vias nas mais diversas direcções. A segunda mais antiga, era a que saía para Aquae Flaviae (Chaves), de percurso ainda não foi completamente definido, inserindo-se na chamada Via XVII do Itinerário de Antonino. Esta série incluía um miliário de Tibério, com epígrafe incompleta, contando as milhas desde Bracara Augusta, aparecido na Venda dos Padrões, Venda Nova, tendo entretanto desaparecido, e um miliário de Cláudio, referindo a milha 38 desde Bracara Augusta, aparecido junto ao Castro de Codeçoso, Venda Nova, tendo sido destruído. A este itenerário pertence um número mais elevado de exemplares provenientes deste concelho não incluídos neste processo de classificação. Dentro desta série classificada incluem-se dois marcos miliários pertencentes ao concelho de Chaves e para os quais não existe processo específico de classificação. |
Autor e Data
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Isabel Sereno e Paulo Amaral 1994 |
Actualização
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