Casa dos Ministros / Casa dos Magistrados / Departamento de Educação, Cultura e Desporto da Câmara Municipal da Covilhã
| IPA.00005253 |
Portugal, Castelo Branco, Covilhã, União das freguesias de Covilhã e Canhoso |
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Casa de função de construção pombalina, destinada a habitação dos magistrados, de planta rectangular simples, marcada, inferiormente por arcadas de volta perfeita, assentes em pilares de cantaria, encimadas por janelas de sacada, que dava para uma sala ampla, o salão, possuindo, ao nível do segundo piso, algumas dependências, constituindo as dependências necessárias à vivência dos seus habitantes. As fachadas são rasgadas por portas e janelas de peitoril rectilíneas, com janelas de caixilharia de guilhotina. |
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Número IPA Antigo: PT020503170020 |
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Registo visualizado 634 vezes desde 27 Julho de 2011 |
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Edifício e estrutura Edifício Residencial unifamiliar Casa de função Casa dos magistrados
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Descrição
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Planta rectangular simples, de massa simples, evoluindo em dois pisos com disposição na horizontalidade, possuindo cobertura homogénea em telhado de quatro águas. Fachadas rebocadas e pintadas de branco, flanqueadas por cunhais apilastrados colossais, rematadas em friso, cornija e beirada dupla. Fachada principal, voltada a N., com os dois pisos definidos por friso em granito, evoluindo no lado esquerdo, pela profunda inclinação do terreno, três pisos, o inferior rasgado por porta de verga recta e moldura simples em cantaria, protegida por porta de uma folha de madeira almofadada. A fachada é marcada por uma sucessão de seis arcadas de volta perfeita, assentes em pilares de cantaria e impostas salientes, actualmente fechado por caixilharias de alumínio lacado de verde e vidros simples; superiormente, surgem seis janelas de sacada, com bacia de cantaria e guarda em ferro forjado, para onde abrem portas-janelas rectilíneas, com molduras simples de cantaria e caixilharias de alumínio lacado de branco e vidros simples. Ao centro, uma pedra de armas emoldurada por concheados, encimada por coroa de Marquês, possuindo, na parte superior, as armas de Portugal e uma esfera armilar assente num pedestal tendo na parte inferior uma estrela de 6 pontas e uma cruz de Santo André. Fachada lateral esquerda adossada, tendo, na lateral direita, virada a O., dois pisos rasgados por vãos rectilíneos com molduras simples em cantaria, protegidas por caixilharias de alumínio lacado a branco e com vidro simples; no primeiro piso, surge porta protegida por duas folhas de madeira e com guarda vento de vidro, e três janelas de peitoril protegidas por grades de ferro pintado de verde; no segundo piso, três janelas de peitoril. Fachada posterior em alvenaria de granito aparente, de aparelho rústico, possuindo um ressalto no segundo piso, rasgado por seis janelas de peitoril. INTERIOR rebocado e pintado de branco, com acesso por pequeno vestíbulo, pavimentado a tijoleira vermelha e com tecto plano e rebocado de branco, possuindo um pequeno balcão de atendimento e, no lado esquerdo, escadas e rampa com guardas metálicas tubulares, de acesso a uma ampla sala de exposições, também pavimentada a tijoleira vermelha e com tecto plano, rebocado e pintado de branco. Fronteiras à porta, a escada de acesso ao segundo piso, em cantaria de granito e com guarda metálica, acedendo a um estreito corredor, que acede aos gabinetes vários por portas de verga recta, tudo pavimentado a tijoleira vermelha e com tectos planos, rebocados e pintados de branco. |
Acessos
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Rua Primeiro de Dezembro, n.º 63 e Rua Portas do Sol, n.º 122. WGS84: 40º16'48.13''N., 7º30'20.46''O. |
Protecção
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Categoria: IIP - Imóvel de Interesse Público, Decreto n.º 5/2002, DR n.º 42 de 19 fevereiro 2002 |
Enquadramento
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Urbano, incluído no Centro Histórico da Covilhã (v. PT020503170019), formando gaveto, com a fachada lateral esquerda adossada a edifícios residenciais, situados à mesma cota, implantado no gaveto de três vias relativamente estreitas, pavimentadas a calçada de paralelepípedos de granito, ambas em terreno desnivelado, e abrindo directamente para as mesmas. Tem nas imediações a Igreja de Santa Maria Maior (v. PT020503170037) e a Casa das Morgadas (v. PT020503170008). |
Descrição Complementar
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Nas escadas, surgem três painéis de azulejo monocromo, azul sobre fundo branco, representando uma Sagrada Família e São João Baptista, rodeado por vários episódios da vida de Cristo, este com moldura policroma de óvulos e dardos; surge, ainda, uma cena de caça e a representação do Chafariz de São Francisco. |
Utilização Inicial
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Residencial: casa dos magistrados |
Utilização Actual
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Política e administrativa: departamento municipal |
Propriedade
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Pública: municipal |
Afectação
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Sem afectação |
Época Construção
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Séc. 16 (conjectural) / 18 (conjectural) / 20 |
Arquitecto / Construtor / Autor
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CANTEIRO: Gonçalo Sanches (1613). |
Cronologia
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Séc. 16, final - construção da cadeia e casa da câmara, paga com o lançamento de um imposto sobre o vinho e a carne, durante dois anos; construção do edifício, tendo, na zona inferior, lojas; 1613 - a conclusão da obra é arrematada pelo canteiro Gonçalo Sanches; séc. 18, 2º metade - provável época da sua edificação, destinada a habitação dos Juizes de fora designados por Ministros territoriais; 1848, 9 Junho - a Câmara disponibiliza do edifício para quartel dos alferes e sargentos; 1862, 8 Agosto - restituída às autoridades judiciais; séc. 20 - ocupado pelos Bombeiros; passavam sessões de cinema no local, por iniciativa de Francisco Pina; década de 70 - ocupado pelo Registo Predial e Repartição das Finanças; 1996, 22 Outubro - despacho do Ministro da Cultura, classificando-o como Imóvel de Interesse Público; 2000 - 2001 - recuperação do imóvel, transformando-o a espaço cultural da cidade e arquivo municipal, financiado pelo projecto RUDE (Associação de Desenvolvimento Rural), através do programa comunitário LEADER II; antes da intervenção, possuía janelas de guilhotina e pavimentos de cantaria de granito no piso inferior e em soalho no superior. |
Dados Técnicos
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Sistema estrutural de paredes portantes. |
Materiais
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Estrutura em alvenaria de granito e betão, rebocada e pintada; modinaturas, pilares, escadas, frisos, cornija em cantaria de granito; portas de madeira; caixilharias de alumínio lacado e vidro simples; guardas das escadas metálicas; guardas das sacadas e grades das janelas em ferro; pavimentos e rodapés em tijoleira; cobertura exterior em telha de meia cana. |
Bibliografia
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Cadernos de divulgação do Património, Associação de Estudo e Defesa do Património Histórico e Cultural da Covilhã, n.º 1 - 1994; Covilhã percursos de uma história secular, Paços de Ferreira, Néstia Editora, 2003; DELGADO, Rui, História da Covilhã (1800 a 1926), Covilhã, Escola Secundária Frei Heitor Pinto, 2001; OLIVEIRA, Manuel Alves de, Guia turístico de Portugal de A a Z, Lisboa, 1990; PROENÇA, Raul, Guia de Portugal, 3º volume - Beira - II tomo (Beira Baixa e Beira Alta), Lisboa, 1994; PEREIRA, Daniela, "A Covilhã na Idade Média e inícios da Idade Moderna: algumas configurações e transformações urbanísticas", in Monumentos, n.º 29, Lisboa, Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana, 2009, pp. 16-23; VITERBO, Sousa, Diccionario Historico e Documental dos Architectos, Engenheiros e Construtores Portuguezes ou a serviço de Portugal, Lisboa, Imprensa Nacional, 1904, vols. II e III; http://www.patrimoniocultural.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/72188 [consultado em 14 outubro 2016]. |
Documentação Gráfica
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IHRU: DGEMN/DSID, DGEMN/DSPI; CMC; IGESPAR: IPPAR |
Documentação Fotográfica
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IHRU: SIPA, DGEMN/DSID; CMC; IGESPAR: IPPAR |
Documentação Administrativa
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IHRU: DGEMN/DSID; CMC; IGESPAR: IPPAR |
Intervenção Realizada
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CMC: década de 70 - remodelação para instalação do Registo Predial; 2000 / 2001 - transformação em centro cultural, com tratamento da estrutura, redimensionamento do espaço interno, alteração de caixilharias para alumínio lacado, colocação de novos pavimentos no interior e escadas e rampas de acesso; processo de encerramento da galeria inferior, tapada com caixilhos de alumínio e vidraças. |
Observações
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Autor e Data
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Luís Castro 1998 / Paula Figueiredo 2009 |
Actualização
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