Estação Ferroviária de Pias
| IPA.00036235 |
| Portugal, Beja, Serpa, Pias |
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| Estação ferroviária do Ramal de Moura, construída no séc. 19, pelo Estado, conservando o edifício de passageiros, as instalações sanitárias públicas e o cais coberto, servido por um cais descoberto, com implantação lateral, paralela às linhas férreas. O edifício de passageiros tem linhas depuradas, com planta retangular, composta por três corpos, regularmente dispostos, o central de dois pisos e os laterais de apenas um, mas é valorizado pelos remates em friso e cornija, de massa, e platibanda plena, e pelo silhar de azulejos, formando padrão geométrico, colocado já no séc. 20. A fachada principal e a posterior são rasgadas regularmente, por vãos abatidos, moldurados a cantaria, sendo a posterior percorrida por marquise metálica com lambrequim, surgindo a toponímia nas fachadas laterais em painéis de azulejos. O edifício das instalações sanitárias alberga dois cubículos sanitários, um por sexo, urinóis e lampistaria, com acesso frontal, protegido por anteparo revestido a azulejos iguais aos do edifício de passageiros, mas as fachadas terminam em abas corridas de madeira. O cais coberto, também com a cobertura terminada em abas corridas laterais, sob as quais se abrem largas portas de correr, tem acesso através do cais descoberto, por porta de verga abatida, entre janelas. | |
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| Registo visualizado 252 vezes desde 27 Julho de 2011 |
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Edifício e estrutura Edifício Transportes Apeadeiro / Estação Estação ferroviária
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Descrição
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| Conjunto composto por edifício de passageiros (EP), instalações sanitárias (WC), a nascente, cais coberto (armazém) (CC), a poente, servido por cais descoberto, e outros elementos característicos da paisagem ferroviária como vedações, candeeiros de plataforma e um sinal de circulação (implantado na via). EDIFÍCIO DE PASSAGEIROS, disposto paralelamente à linha férrea e do seu lado esquerdo (sentido ascendente da antiga linha), de planta retangular composta por três corpos, o central sensivelmente mais avançado na fachada principal e de dois pisos, e os laterais de apenas um. Volumes escalonados, com massas dispostas na horizontal e coberturas diferenciadas, em telhados com revestimento em telhas de barro vermelho, de duas águas. Fachadas rebocadas e pintadas de ocre, percorridas por soco de cantaria e silhar de azulejos, azuis e brancos, formando padrão geométrico, com cunhais apilastrados e remates em friso e cornija, de massa, e platibanda plena. A fachada principal, virada a norte, e a posterior, à linha, são semelhantes, sendo rasgadas por vãos em arco abatido com molduras de cantaria, correspondendo, no piso térreo, a portas, três no corpo central e duas nos laterais, e, no segundo piso, a janelas de peitoril; os pisos do corpo central são separados por friso e as portas da fachada posterior estão atualmente emparedadas. Esta fachada é ainda percorrida por pala metálica ou marquise, avançada sobre a plataforma, assente em longas mísulas e com lambrequim metálico. As fachadas laterais são cegas e rematam em platibanda plena formando empena, contendo toponímia da estação. No INTERIOR desenvolve-se, no piso térreo, vestíbulo e sala de espera descentrado no corpo central, possuindo silhar de azulejos igual ao da fachada. INSTALAÇÕES SANITÁRIAS de planta retangular simples e cobertura em telhado de duas águas, terminadas em aba corrida. Tem as fachadas rebocadas e pintadas de branco, com cunhais de massa, percorridas por soco de cantaria, as viradas à via e à linha com silhar de azulejos azuis e brancos, formando padrão geométrico. Interiormente tem cubículo sanitário, no setor feminino, e um outro no setor masculino, onde também existe área de urinóis e uma lampistaria, com vãos protegidos por anteparo. CAIS COBERTO (armazém) de planta retangular simples e cobertura em telhado de duas águas, que se prolonga em abas laterais, a norte e a sul, sobre estrutura de madeira. Fachadas rebocadas e pintadas de branco, com os cunhais de massa pintados de ocre, as virados à linha e à via, com vão superior entaipado e com portas de correr, de grande dimensão. As fachadas viradas a nascente e a poente terminam em empena, a primeira acedida pelo cais descoberto e rasgada por porta entre duas janelas, de arco abatido, molduradas a cantaria, atualmente entaipadas, e, superiormente, por pequeno vão em arco. ARRANJOS EXTERIORES: plataformas de passageiros em betonilha afagada. |
Acessos
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| Pias, Rua do Rossio da Estação; EN 255; Linha do Alentejo - Ponto quilométrico 196,00 (PK), antigo Ramal de Moura (ex-Ramal do Sudoeste) - Ponto quilométrico 42,063 (PK). WGS84 (graus decimais) lat.: 38,015993; long.: -7,472544 |
Protecção
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| Inexistente |
Enquadramento
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| : Peri-urbano, isolado. Implanta-se no limite sudeste da povoação, que é contornada a sul pela linha férrea, com largo frontal pavimentado a cubos de basalto polido. |
Descrição Complementar
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| Nas fachadas laterais existem painéis de azulejos, brancos, com moldura e letras a azul, da toponímia da estação "PIAS". |
Utilização Inicial
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| Transportes: estação ferroviária |
Utilização Actual
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| Devoluto |
Propriedade
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| Pública: estatal |
Afectação
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| Infraestruturas de Portugal (conforme do artigo 6º, nº 2 e 5, e artigo 11º, n.º 1, ambos do DL 91/2015, e com a regras definidas pelo regime jurídico do Domínio Público Ferroviário que constam do DL 276/2003) |
Época Construção
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| Séc. 19 |
Arquitecto / Construtor / Autor
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| Desconhecido. |
Cronologia
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| 1887, 14 fevereiro - abertura à exploração do troço entre Serpa e Pias do Ramal de Moura, inicialmente denominado Linha do Sueste; 1898, 01 setembro - segundo notícia na Gazeta dos Caminhos de Ferro, Raymundo Fausto de Sousa Neto havia requerido licença para construir um caminho de ferro de via reduzida que, partindo da herdade de João Teixeira, na freguesia da Orada, concelho de Serpa, até à estação de Pias (Gazeta dos Caminhos de Ferro, Ano 50, 01 setembro 1938, p. 409); 1900, 07 setembro - Portaria manda proceder à construção do prolongamento do caminho de ferro do sueste, entre Pias e Moura; 1938, 07 outubro - data do diagrama da estação, então composta pelo edifício de passageiros, instalações sanitárias, cais coberto servido por cais descoberto, três casas, uma tipo A, outra tipo B e outra tipo C, um gabarit móvel na linha II, um poço, um tanque e uma curraleta; 1990, 01 janeiro - encerramento do Ramal de Moura ao tráfego ferroviário. |
Dados Técnicos
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| Sistema estrutural de paredes portantes. |
Materiais
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| Estrutura rebocada e pintada; soco, cunhais, molduras dos vãos, peitoris e soleiras em cantaria calcária; frisos e cornijas em massa; portas e caixilharia de madeira; silhares e painéis de azulejos; cais coberto e instalações sanitárias com a cobertura sobre estrutura de madeira; cobertura de telha. |
Bibliografia
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| ABRAGÃO, Frederico de Quadros - Apontamentos para a História dos Caminhos de Ferro. 1956; ALVES, Rui Manuel Vaz - Arquitectura, Cidade e Caminho de Ferro. As transformações urbanas planeadas sob a influência do caminho de ferro. Tese de doutoramento apresentada no Departamento de Arquitectura da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra. Coimbra: texto policopiado, julho 2015, vol. 1; CALADO, Rafael Salinas, ALMEIDA, Pedro Vieira de - Aspectos Azulejares na Arquitectura Ferroviária Portuguesa. [Lisboa]: Caminhos de Ferro Portugueses, EP, 2001; FINO, Gaspar Correia - Legislação e disposições regulamentares sobre caminhos de ferro. Lisboa: Imprensa Nacional, 1903; 1908; FRAILE, Eduardo Gonzalez - Las primeras estaciones de ferrocarril: su tipologia; HUMBERT, Georges-Charles - Traité Complet des Chemins de Fer. Paris: Baudry, 1891; LOPEZ GARCIA, Mercedes Lopez, MZA - Historia de sus estaciones. Coleccion de ciências, humanis y enginieria, n.º 2). Madrid: Ediciones Turner, S.A., 1986; PEREIRA, Hugo Silveira - «As viagens ferroviárias em Portugal (1845-1896)». In Revista de História da Sociedade e da Cultura, 2011; PEVSNER, Nicolaus - Historia de las tipologias arquitectónicas. |
Documentação Gráfica
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| Arquivo Técnico da IP-Infraestruturas de Portugal (solicitação através do site www.infraestruturasdeportugal.pt) |
Documentação Fotográfica
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| DGPC: SIPA; Arquivo Técnico da IP-Infraestruturas de Portugal (solicitação através do site www.infraestruturasdeportugal.pt) |
Documentação Administrativa
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| Arquivo Técnico da IP-Infraestruturas de Portugal (solicitação através do site www.infraestruturasdeportugal.pt); Arquivo Histórico da CP-Comboios de Portugal |
Intervenção Realizada
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Observações
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Autor e Data
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| Paula Azevedo e Ana Sousa 2020 (no âmbito do Protocolo de colaboração DGPC / Infraestruturas de Portugal) |
Actualização
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