Residência Episcopal de Caria / Casa da Torre
| IPA.00002516 |
Portugal, Castelo Branco, Belmonte, Caria |
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Palácio episcopal de veraneio, edificado sobre torre de origem medieval, românica e gótica, mantendo porta de arco apontado na fachada posterior NO., com inscrição identificativa dos mestres responsáveis pela sua execução e, à sua volta, vestígios da fortaleza abaluartada. É de planta em L irregular, evoluindo em três pisos, seguindo a modulação do terreno e com vãos simétricos nos três panos da fachada principal, que ostenta escadaria de dois braços de acesso ao andar nobre. Andar térreo destinado a arrumos. Cunhais em alhetas. |
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Número IPA Antigo: PT020501020007 |
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Registo visualizado 565 vezes desde 27 Julho de 2011 |
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Edifício e estrutura Edifício Residencial senhorial Paço eclesiástico Paço episcopal Tipo planta em L
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Descrição
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Planta em L irregular, com volumes articulados de disposição na horizontal. Cobertura em telhado de uma, duas e três águas. Fachada principal voltada a SO., com acesso através de um lanço de degraus, formando espécie de embasamento ou pódio em cantaria, Evolui em três pisos e três panos, com cunhais em alhetas, sendo o pano central, correspondente à antiga torre, em cantaria aparente e os demais rebocados. O primeiro piso é rasgado por duas portas laterais, de verga recta e moldura simples, apresentando escadaria centrada de duplos lanço e braço, de acesso ao patamar comum, protegido por guarda metálica, de acesso a porta de verga recta, com inscrição no lintel. Surgem, ainda, seis janelas de guilhotina, equidistantes, de perfil rectilíneo, com correspondência no piso superior. Remate em cornija de granito. Fachada SE. rebocada, limitada por cunhais, com três pisos, os dois superiores rasgados por duas janelas de guilhotina, com molduras em granito. Remate em empena e cornija. Fachada NO. tem, no primeiro registo, duas portas, no segundo, porta, sendo o terceiro cego, rematando em empena e cornija. Fachada NE. possui igualmente três registos, o primeiro formando o corpo saliente, correspondente à cozinha, com janela. Surgem, ainda, duas portas de lintel recto e outra em arco quebrado, junto da qual existe inscrição. O segundo registo possui porta e janela de lintel recto e moldura simples. O corpo da cozinha é cego, formando terraço a este nível. No registo superior, porta e duas janelas, e porta e janela na zona do terraço. INTERIOR com piso inferior destinado a serviços e entrada nobre ao nível do segundo piso. Corpo principal integra em cada piso três salas de dimensão regular e planta rectangular quase quadrangular, sendo a do lado NO. de planta trapezoidal. No corpo secundário, cozinha de planta quadrangular com armário embutido na parede, bem como duas salas, uma das quais integrando lareira. |
Acessos
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Largo Engenheiro Pinto Bastos, n.º 9. WGS84 (graus decimais) lat.: 40,296545, long.: -7,362793 |
Protecção
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Em vias de classificação (Homologado como IIP - Imóvel de Interesse Público, Despacho agosto 1990) *1 |
Enquadramento
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Urbano, isolado num outeiro., situada entree a Ribeira de Caria ou de São Sebastião e a Ribeira de Santana. Próximo, localizam-se os vestígios de fortificação e cisterna (v. PT020501020006), bem como vestígios do castro de Caria, a Capela de Santo António (v. PT020501020014) e Igreja Matriz (v. PT020501020013). |
Descrição Complementar
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Na fachada principal, a inscrição: "Mille Dolis victis domus / est haeC Condita quando / X indiCat et major / Ilttera quaeque tibl", que significa "vencidas mil dificuldades / esta casa foi construída quando / indica a incógnita x / e as letras maiores / também te indicam", formando a decifração enigmática da data MDCCXCII (MARQUES, M.). Na fachada NE., a inscrição: "Esta Casa foi feita na Era MCCCLX / no tempo do Bispo Dom Martinho / e ele nunca a viveu / Afonso Perez foi o mestre / Frei Martinho, Frade / d'Alcobaça, a fez" (BASTOS, C. P.). |
Utilização Inicial
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Residencial: paço eclesiástico |
Utilização Actual
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Devoluto |
Propriedade
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Privada: pessoa singular |
Afectação
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Sem afectação |
Época Construção
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Séc. 14 / 18 |
Arquitecto / Construtor / Autor
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ARQUITECTO: Frei Martinho de Alcobaça (1360). MESTRE DE OBRAS: Afonso Peres (1360). |
Cronologia
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Época romana - hipotética construção de fortificação, de que restam alguns vestígios da cidadela na Casa da Torre; Caria e a Casa da Torre constituía um cruzamento de vias romanas: a via Mérida - Idanha - Braga e a via Covilhã - Vale do Lobo que encontrava com a anterior neste Ponto; existiria aqui uma "mutatio", podendo a Casa da Torre ter constituído um mansio (BELO, Aurélio Ricardo) e junto à qual existiria uma calçada romana; a Casa da Torre poderá ter sido "villa"; 960 - no testamento de D. Flâmula vem referido o castelo, recomendando-se a sua venda para os rendimentos serem aplicados no resgate de cativos, apoio aos peregrinos e mosteiros; 1360 - adaptação da Torre a residência do Bispos da Guarda, no tempo de D. Martinho Pais, tendo sido mestre Afonso Peres e delineada por Frei Martinho de Alcobaça (inscrição na parede junto da porta em arco quebrado); 1644 - provável construção de reduto no local da antiga cidadela (Casa da Torre); 1758 - referida nas Memórias Paroquiais como tendo pertencido a um bispo, sendo protegida por uma trincheira que envolve as terras de cultivo e olivais, sendo denominado este território como "Os Próprios", o qual vale 3 mil cruzados e estava isento de quaisquer contribuições; encontrava-se emprazado a Francisco Xavier Mendonça, capitão-mor do Sardoal; 1792 - obras de renovação da Casa da Torre; séc. 19, finais - a Casa da Torre funcionava como casa de campo dos Bispos da Guarda, que apresentavam o priorado de Caria; 1989 - início do processo de classificação; 1990, Agosto - Despacho de classificação do Conjunto arquitetónico formado por Casa da Torre, vestigios de fortificacoes e cisterna, existentes na cerca, Capela do Calvario, Igreja Paroquial e Solar Quevedo Pessanha; 1996 - envio de um novo processo de classificação, com a proposta de Valor Concelhio ao Conselho Consultivo; 2003, 15 Maio - despacho de abertura do processo de Valor Concelhio pelo presidente do IPPAR; 2005, Janeiro - anulação do processo de classificação como Valor Concelhio, visto o imóvel estar classificado por despacho do Ministro da Cultura. |
Dados Técnicos
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Paredes autoportantes. |
Materiais
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Pedra granítica, reboco, madeira, ferro forjado, telha de meia cana. |
Bibliografia
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MARQUES, António Augusto da Cunha, Belmonte - Estudo analítico, Belmonte, 1996; MARQUES, Manuel, Concelho de Belmonte - Memória e História, Belmonte, 2001; REIS, António dos, Vila de Caria, Covilhã, 1959; http://www.patrimoniocultural.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/73267 [consultado em 26 setembro 2016]. |
Documentação Gráfica
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IHRU: DGEMN/DSID; IGESPAR: IPPAR; CMB |
Documentação Fotográfica
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IHRU: DGEMN/DSID; IGESPAR: IPPAR |
Documentação Administrativa
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IHRU: DGEMN/DSID; IGESPAR: IPPAR; CMB |
Intervenção Realizada
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Observações
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*1 - DOF: Conjunto arquitetónico formado pela Casa da Torre, vestígios de fortificações e cisterna existentes na sua cerca, Capela do Calvário, Igreja Paroquial e Solar Quevedo Pessanha em Belmonte. |
Autor e Data
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Margarida Conceição 1994 / Luís Castro 1998 |
Actualização
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