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Edifício e estrutura Estrutura Militar Cerca urbana
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Descrição
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É ainda visível o troço que vai da Porta da Serra até ao Postigo dos Fumeiros, com caminho de ronda, interrompido algumas vezes pelas paredes das casas que s e juntam à muralha nas ruas Gustavo Cordeiro Ramos, Estevão Vasconcelos e do Forno. Também o troço que parte do Postigo da Igreja até à porta de S. João pode ser visto por entre os quintais dos prédios da Rua Diogo Tomé. A espessura média das muralhas é de 1,60 m, tendo o caminho de ronda, cerca de 1 m de largura. A altura das muralhas varia entre 5 e 6 m. Apresenta diferentes tipos de construção consoante os troços: um tipo de Alvenaria mais esmerada, com cunhais em alheta nos ângulos da muralha, em contraste com outros em que se nota uma alvenaria mais pobre. |
Acessos
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Protecção
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Categoria: IIP - Imóvel de Interesse Público, Decreto n.º 45/93, DR, 1.ª série-B, n.º 280 de 30 novembro 1993 |
Enquadramento
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Urbano, os troços de muralha existentes encontram-se por entre o casario e alguns são visíveis apenas dos quintais das construções. |
Descrição Complementar
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Utilização Inicial
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Militar: cerca urbana |
Utilização Actual
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Cultural e recreativa: marco histórico-cultural |
Propriedade
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Afectação
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Época Construção
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Séc. 15 / 16 |
Arquitecto / Construtor / Autor
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Cronologia
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1462 - início construção da muralha; 1476 - Por carta de 10 de Abril D. Afonso V fez concessão da Vila de Portimão a Gonçalo Vaz de Castelo Branco, com a obrigação de construir um castelo e uma cinta de muralhas para proteger a povoação; na sua frente fluvial as muralhas, unidas pelo adarve, eram servidas por 4 portas, protegidas por torres, e 3 postigos; na frente terrestre a muralha partia da Porta da Serra em direcção ao Rio Arade de encontro ao Postigo do Fumeiro, onde formava ângulo com a frente fluvial; esta era rasgada pela porta da Ribeira, pelo postigo de Santa Isabel, pela porta da Guarda ou de Nossa Senhora da Graça onde se erguia o Baluarte de Santa Bárbara; daqui a muralha seguia em linha recta até ao quarteirão seguinte ao do palacete das Sárreas, onde flectia para norte de encontro à porta de São João, seguia depois até ao postigo da igreja, em frente à Matriz, indo encontrar a Torre protectora da porta da Serra; Séc. 17 - a Vila de Portimão inicia a sua expansão extramuros, sendo a própria muralha integrada nas novas construções; Séc. 18 - a muralha já não cumpre a sua função defensiva; 2015, outubro - obras de edificação de um hostel cultural, promovidas pela Academia de Música de Lagos/Conservatório de Música de Portimão, colocam a descoberto pano da muralha tardo-medieval, na sequência do qual é realizada intervenção arqueológica dirigida por Fernando Pereira dos Santos e Ana Bica Osório (Engobe, Arqueologia e Património Cultural, Lda.), que possibilitou a identificação de uma pequena porta da muralha (poterna), não registada em nenhuma da cartografia antiga conhecida. |
Dados Técnicos
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Materiais
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Cantaria, alvenaria |
Bibliografia
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ALMEIDA, João, Roteiro dos monumentos militares Portugueses, Vol. III, Lisboa, 1948; CARRAPIÇO, Francisco, PALHINHA, Jaime e BRÁSIO, José, As Muralhas de Portimão, Subsídios para o Estudo da História Local, Portimão, Câmara Municipal de Portimão., 1974. |
Documentação Gráfica
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IHRU: DGEMN/DSID |
Documentação Fotográfica
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Documentação Administrativa
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IHRU: DGEMN/DSARH |
Intervenção Realizada
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2015: Sector do Património do Museu de Portimão / Direcção Regional de Cultura do Algarve (DRCAlg) - intervenção arqueológica e projeto de valorização (em curso). |
Observações
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EM ESTUDO |
Autor e Data
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João Neto 1991 |
Actualização
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